Fluxo de Caixa

Fluxo de Caixa é um controle financeiro onde registra-se todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa por um tempo determinado. A importância do fluxo de caixa se dá na sua atenciosa observação, em que o administrador consegue prever sobras ou faltas de dinheiro e assim pode tomar melhores decisões sobre gastos e investimentos, gerenciando melhor o negócio.

Normalmente abastecido pela contabilidade no formato de planilha, o fluxo de caixa permite uma correta adequação da capacidade de pagamentos e recebimentos, indicando os dias em que há mais ou menos verba em caixa. Esta informação pode ajudar na negociação de dias de pagamento de fornecedores, de recebimento por parte dos clientes, auxilia na decisão do momento certo para investir em maquinário ou mexer no estoque, entre outras atividades financeiras do negócio.

Como fazer um fluxo de caixa?

O controle é feito por alguém que tenha conhecimento de todas as operações que envolvam entradas e saídas de dinheiro da empresa, por meio de uma tabela de Excel. Recomenda-se que o acompanhamento seja feito diariamente.

O administrador vai preencher primeiro com o saldo inicial, ou seja, o que consta no caixa no momento em que se começa o fluxo.

Depois preenche-se com as entradas, que representam tudo o que entrou em dinheiro através das vendas, o que foi pago em cheque, cartão, etc. Também é preciso incluir se houver investimentos de qualquer natureza rendendo ou quaisquer outros recebimentos. Todos estes valores somados vão resultar no total de entrada.

Então registra-se as saídas: impostos, pagamento de fornecedores, pró-labore, salários, despesas de infraestrutura, marketing, comissões, compra de equipamentos e etc. Estes formam o total de saída.

O total de entrada menos o valor total de saída representa o saldo operacional da empresa, ou seja, é uma comparação entre o que entra e o que sai para verificar se não há um desequilíbrio prejudicial ao negócio nestes dois fatores. Subtrai-se o saldo inicial e o saldo operacional para obter-se o saldo final de caixa, que representa quanto a empresa tem, de fato, de dinheiro disponível. Este valor é o saldo inicial do fluxo de caixa do período seguinte.

Tipos de Fluxo de Caixa

  • Fluxo de Caixa Projetado

É o controle do que a empresa tem a receber ou a gastar no futuro. Segue o mesmo esquema do acompanhamento diário do caixa, mas se insere contas que ainda deverão ser pagas, como pessoal, gastos com infraestrutura e todos os valores já previstos. Da mesma forma as receitas. Clientes fixos, rendimentos, e etc.

O Fluxo de Caixa Projetado ajuda o empresário a prever necessidades futuras e a organizar datas de recebimentos e pagamentos, para que o caixa não oscile muito e nem fique descoberto nem necessidade.

  • Fluxo de Caixa Livre

O Fluxo de Caixa Livre mostra o montante disponível em caixa, considerando-se investimento e necessidades do capital de giro. Não é, portanto, todo o capital que está livre, e sim aquele que pode ser usado sem prejudicar operações futuras. No cálculo entram despesas como amortização, que não é uma saída do caixa mas representa uma redução no valor disponibilizado.

  • Fluxo de Caixa Operacional

É o que a empresa gera de dinheiro em um determinado período a partir de suas operações. Representa o quanto fatura com os clientes, sem contabilizar investimentos ou necessidades de capital de giro.

  • Fluxo de Caixa Direto

No método de Fluxo de Caixa Direto, são considerados para o demonstrativo financeiro os recebimentos e pagamentos das atividades operacionais na sua forma bruta, sem nenhum desconto.

  • Fluxo de Caixa Indireto

O método indireto de demonstração do fluxo de caixa considera os valores a partir do lucro líquido ajustado dos recursos vindos da operação, já descontados fatores como depreciação e amortização.

  • Fluxo de Caixa Descontado

Fluxo de Caixa Descontado, ou FDC como é mais utilizado no meio contábil, é uma forma de calcular o valor de uma empresa. É usado no momento da venda de uma companhia, fusão, na busca por investidores, assim como para avaliar o tempo de retorno do capital investido. Parte-se da projeção do fluxo de caixa para determinado período futuro, determina-se uma taxa de desconto de eventuais riscos do investimento, menos o valor residual dos ativos (que é o valor estimado dele ao fim de sua vida útil), e o cálculo do valor da empresa.

Capital de Giro

O capital de giro, também conhecido como Capital Circulante Líquido, é um demonstrativo da quantidade de dinheiro em reserva que a empresa possui para investir em suas atividades.

Como a organização possui dívidas a receber de clientes e a pagar aos fornecedores, com prazos diferentes, pode ser necessário, por exemplo, tomar dinheiro emprestado para repor a diferença. Quando isso acontece será necessário mais dinheiro em caixa.

Além destes, existem também outros componentes que a empresa necessita de recursos para financiar e continuar a operar em sua normalidade, como acontece com os estoques.

Estes elementos são conhecidos como o ativo circulante, ou seja, bens e direitos que se transacionam no período de um ano, como por exemplo as contas a receber de clientes.

Da mesma maneira a empresa possui os passivos circulantes, que são obrigações a serem pagas dentro de um ano. O exemplo mais comum acontece com as dívidas aos fornecedores, de matérias-primas ou mercadorias.

Como calcular o Capital de Giro

Para calcular o valor do capital de giro é preciso conhecer os recursos que a empresa possui como ativos e passivos circulantes, descobrindo o valor líquido através da fórmula:

Fórmula do Capital de Giro

CCL = Ativo Circulante – Passivo Circulante

Sendo os ativos circulantes, como exemplo:

  • Dinheiro em caixa ou em banco;
  • Contas a receber;
  • Estoques de mercadorias ou matéria-prima;
  • Aplicações financeiras e outras semelhantes.

E os passivos circulantes, como exemplo:

  • Fornecedores;
  • Contas a pagar (salários, etc);
  • Empréstimos obtidos.

Este valor representa a quantia disponível para que o investidor possa analisar a posição de sua empresa e os recursos financeiros que tem disponíveis.

Exemplo

Considerando uma empresa com R$ 120 mil em ativos circulantes e R$ 90 mil em passivos circulantes, terá disponível R$ 30 mil em capital de giro.

Por outro lado, se os passivos forem R$ 130 mil, a empresa necessitará de R$ 10 mil para repor o capital de giro. Neste caso, poderá pedir um empréstimo com devolução ao banco em longo prazo, enquanto vai reorganizando suas finanças.

Necessidade de Capital de Giro

Desde o início da criação da empresa, quando é investido o primeiro capital, parte é destinada aos ativos fixos, como as máquinas, móveis, imóveis. A outra parte do dinheiro serve como reserva para as atividades, formando o capital de giro.

Conforme vai realizando seus fluxos de compra, produção ou venda, este valor disponível se altera, sendo que existe um mínimo que este pode alcançar sem dar prejuízos aos negócios. Estando abaixo será necessário disponibilizar dinheiro em caixa.

Muitas organizações, principalmente de produção, realizam saídas de caixa antes mesmo de venderem seus produtos e receberem suas receitas. Quando isso acontece, existe uma necessidade de capital de giro (NCG) positiva.

Do contrário, quando as empresas conseguem receber antecipadamente ou em prazos muito curtos, possuem uma NCG negativa.

Conceito de Valor

 

O termo Valor é muito utilizado, mas  nem  sempre é compreendido.

Em linhas gerais, Valor pode ser visto como a expressão do motivo que leva um cliente a escolher ou manter a opção por um determinado produto.

Do ponto de vista da empresa:

Valor se refere à relação entre uma determinada atividade e a satisfação do cliente.

Desta forma, para gerar mais Valor é necessário investir nas funções que entregam benefícios para o cliente, mantendo o custo ou atuar nas duas frentes, ou seja, entregar  mais por menos.

Do ponto de vista do cliente:

Valor é o resultado da relação entre benefício oferecido pelo esforço despendido para obtê-lo.

Devemos entender por benefícios tudo aquilo que gera uma experiência positiva para o cliente.

 

Benefícios

Produtos:

  •   Desempenho
  •   Confiabilidade
  •   Design
  •   Inovações
  •   Status / Marca
  •   Usabilidade
  •   Pós venda
  •   Valor de revenda

Serviços:

  •   Qualidade Percebida
  •   Cordialidade
  •   Confiança
  •   Status
  •   Segurança

Esforço

Produtos:

  •   Preço
  •   Acesso
  •   Dificuldade de uso
  •   Consumo de energia
  •   Manutenção

Serviços:

  •   Preço
  •   Acesso
  •   Prazo de espera

Conclusão

O Valor atrai e mantém os clientes.

A organização é energizada pelo Valor que cria.

Para gerar Valor de forma sustentável, a empresa deve proporcionar ao cliente “experiências”, o que exige mudar o paradigma da qualidade como um conjunto de fatores técnicos para algo sensorial.

Uma das grandes utilidades do conceito de Valor é permitir melhores decisões no projeto de produtos, para que a empresa foque nas características (funções) que contribuem para a satisfação do cliente.

Além disso, a análise da relação entre as atividades da empresa e o Valor percebido pelo cliente permite selecionar quais atividades devem ser aprimoradas e quais podem ser eliminadas em projetos de melhoria dos processos.

Bons Estudos!

Demonstrativos Financeiros

A legislação brasileira estabelece que as empresas devem apresentar ao final de cada exercício fiscal, ou seja, um determinado período de tempo que normalmente é de um ano, alguns documentos contábeis como balanço patrimonial (BP), demonstrativo de resultado do exercício (DRE), demonstrativos de fluxo de caixa (DFC) dentre outros.

Todavia, para as pequenas e médias empresas como as que se enquadram como MEI (Microempreendedor Individual) e as optantes pelo Simples Nacional não há obrigatoriedade da apresentação formal destas documentações.

No entanto, apesar de facultativo, estes documentos costumam ser exigido dessas empresas de pequeno porte caso queiram participar de licitações, preitear empréstimos ou financiamentos junto a instituições financeiras.

Toda essa documentação normalmente é fornecida pelo seu contador ao final de cada exercício fiscal, porém nada impede de obtê-las em periodicidade menor como semestral, trimestral ou mesmo mensal.


Balanço Patrimonial (BP)

É um relatório contábil que demonstra como está a posição patrimonial e financeira da organização. Ele detalha o ativo, o passivo e o patrimônio líquido da companhia, como seus bens, direitos e obrigações.

Trata-se de um relatório estático, ou seja, significa que em vez de mostrar uma evolução, ele é como uma fotografia que registra a situação da empresa em um determinado momento.

A análise do balanço patrimonial permite:

  • Conhecer a posição patrimonial da empresa, ou seja, seus bens, direitos e obrigações;
  • Observar a evolução história desses itens que compõem o balanço;
  • Entender as fontes de recursos que estão disponíveis para a empresa investir;
  • Calcular o pagamento de dividendos aos sócios da empresa;
  • Permitir o planejamento tributário;
  • Fornecer informações sobre a saúde financeira da companhia para investidores e outras partes interessadas.

O balanço patrimonial deve detalhar, de forma organizada, quais são e quanto valem as contas do ativo, do passivo e do patrimônio líquido da empresa. A relação desses itens corresponde à dimensão qualitativa do balanço patrimonial, enquanto seus valores são a dimensão quantitativa.

Ativo

Os ativos são os bens e direitos da organização, ou seja, tudo o que pode ser convertido em valores monetários. Nesse grupo se enquadram o dinheiro em caixa, as duplicatas a receber, os estoques de produto, os equipamentos e os imóveis.

Passivo

São as obrigações que a empresa tem perante terceiros. O conceito corresponde às dívidas, incluindo os empréstimos e as contas por vencer.

Patrimônio liquido

É a diferença entre o ativo e o passivo. Em linhas gerais, ele corresponde à riqueza de uma organização, ou ao que ela possui descontadas as contas que precisa pagar.


Demonstrativo do Resultado do Exercício (DRE)

Uma DRE é uma ferramenta contábil em que se reproduz o resumo financeiro dos resultados operacionais e não operacionais de uma empresa em certo período. Na grande maioria das vezes, o período determinado corresponde ao ciclo anual de janeiro a dezembro (doze meses), como exercício financeiro da empresa.

Portanto, a DRE vai confrontar os indicadores de receitas, despesas, investimentos, custos e provisões apurados, evidenciando a formação do resultado líquido da empresa na ocasião. Para fins legais, basta cumprir a DRE anualmente, mas não é incomum que sejam feitas DREs mensais simplificadas para fins administrativos e DREs trimestrais para o monitoramento dos gastos fiscais.

As legislações que determinam a DRE deixam pouca ou nenhuma liberdade de personalização desse relatório contábil, apontando-se os vários tópicos que deverão ser discriminados em tal demonstrativo.

Então, para se apurar o lucro que a empresa adquiriu no período, devem estar indicadas na DRE as receitas e os rendimentos ganhos no período, independentemente da, sua realização em moeda, bem como os custos, despesas, encargos e perdas, pagos ou incorridos, correspondentes a essas receitas e rendimentos.

A ferramenta deve ser preparada respeitando-se o regime de competência, ou seja, conforme a ocorrência do fato gerador do registro contábil, independentemente do efetivo recebimento da receita ou do pagamento da despesa.

Uma DRE tem uma sequência bem ordenada de cálculos, que acaba se repetindo em qualquer demonstração contábil feita para qualquer empresa, independentemente do porte ou do volume dos fatores ocorridos naquele exercício.

Começa-se com o quadro da receita bruta de vendas, de onde se deduzem as devoluções de vendas, os abatimentos e descontos comerciais cedidos e os impostos, apurando-se assim a receita liquida.

Da receita líquida de vendas, deduz-se o custo das mercadorias, produtos ou serviços vendidos, chegando-se ao lucro bruto.

A partir do lucro bruto, subtraem-se todas as despesas operacionais, financeiras, comerciais e aquelas gerais ou administrativas. Acrescentam-se aí outras receitas operacionais, e o resultado será o lucro (ou prejuízo) operacional líquido.

A partir desse saldo, deduzem-se (ou acrescentam-se) os resultados não operacionais, como as participações de debenturistas, empregados, administradores e partes beneficiárias, por exemplo. Com isso, chega-se enfim ao lucro (ou prejuízo) líquido do exercício.

Modelo da estrutura da DRE

Receita bruta
– deduções
= Receita líquida
– custo da mercadoria, produto ou serviço vendido
= Lucro bruto
– despesas com vendas
– despesas administrativas
– despesas financeiras
= Resultado Operacional líquido
– despesas extra operacionais
= Resultado antes IR e CS
– provisões IR e CS
= Resultado líquido

De fato, não existe um modelo único, visto que a estrutura desse relatório dependerá das exigências e das preferências de cada empresa, ou seja, os empreendedores podem excluir ou adicionar linhas, caso precisem.

Como analisar uma DRE

A elaboração correta da DRE possibilita ter uma visão geral do status financeiro da empresa e extrair informações extremamente relevantes como o montante das despesas gerais da organização, a composição dos custos relacionados aos produtos e serviços, a receita total de vendas, o lucro obtido pela empresa com suas operações, a incidência dos impostos sobre os produtos comercializados, o nível de endividamento em que se encontra e quais serão as estratégias consequentemente adotadas.

Atenção!

As informações da DRE não devem ser usadas apenas para fins legais ou fiscais, pois visando uma gestão estratégica do negócio e seguindo os preceitos da boa governança corporativa, a DRE vem se apresentando como uma ferramenta muito útil para a gestão interna da empresa, sendo o instrumento utilizado pelo gestor do negócio para pautar suas decisões e traçar suas metas.


Baixe um exemplo da aplicação prática da DRE

DRE.pdf (3 downloads)


Demonstrativos do Fluxo de Caixa (DFC)

É um relatório de contabilidade que pretende mostrar as entradas e saídas de dinheiro do caixa de uma empresa e quais foram os resultados desse fluxo.

Ele ajuda a entender e analisar a capacidade de uma empresa de gerar caixa e equivalentes de caixa em um determinado período por meio dos seus pagamentos e recebimentos em dinheiro.

Esse relatório detalha qual a origem dos recursos obtidos por uma empresa e como eles foram aplicados. Apesar de seu nome, a DFC não inclui apenas o fluxo de caixa propriamente dito. Entram na demonstração, além do caixa, todas as outras contas do grupo do disponível, como contas bancárias e aplicações de liquidez imediata.

A elaboração da DFC é obrigatória para diversos tipos de empresas, sendo que as sociedades de capital aberto ou com patrimônio líquido superior a R$ 2 milhões, a obrigatoriedade foi determinada pela lei nº 11.638/2007, que entrou em vigor em 2008. Já para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), a determinação está na NBC TG 1000.

A demonstração deve ser apresentada pelo menos uma vez por ano, junto aos outros relatórios contábeis presentes no balanço da empresa. Sua obrigatoriedade tem relação com o fato de que, por meio de análises e auditorias, é possível entender mais não apenas sobre a saúde financeira da empresa, mas também buscar erros e possíveis fraudes contábeis.

No aspecto gerencial, entre as finalidades da elaboração da DFC está a de obter um controle maior sobre o planejamento financeiro da companhia.

A DFC permite identificar os períodos de sobra e de escassez de recursos, garantindo que haja dinheiro disponível para cumprir as obrigações dentro dos prazos de vencimento e ajudando na tomada de decisões sobre investimentos.

As regras para a elaboração da DFC estão no Pronunciamento Técnico CPC 03. Essa norma elaborada pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis diz que a DFC deve ser estruturada em torno de três atividades: operacionais, de investimentos e de financiamentos.

Atividades operacionais

As atividades operacionais englobam todos os fluxos decorrentes da produção e da entrega de bens e serviços pela empresa, ou seja, o movimento de recursos por sua atividade principal.

Atividades de investimento

As atividades de investimento correspondem ao uso, pela empresa, de suas sobras de caixa em aplicações que visam obter benefícios futuros.

Atividades de financiamento

As atividades de financiamento são aquelas em que a empresa toma recursos emprestados de terceiros ou de seus proprietários, devido a uma escassez de caixa. Além dos empréstimos e financiamentos propriamente ditos, também são exemplos os aumentos de capital, a emissão de novas ações e a recompra de papéis, dentre outros.

Existem dois métodos para a elaboração de uma DFC. Eles diferem apenas no grupo das atividades operacionais.

Método direito

Quando se adota o método direto, as atividades operacionais são elaboradas usando os reais recebimentos de clientes, pagamentos de fornecedores e pagamentos de despesas. Ou seja, o método direto considera as entradas e saídas brutas de recursos.

Método indireto

Pelo método indireto, em vez de considerar os recebimentos e pagamentos reais, a elaboração das atividades operacionais é feita por meio do ajuste do lucro líquido e considerando as variações das contas patrimoniais relacionadas com a DRE.

Bons Estudos!

Curva ABC

A curva ABC é um método sedimentado em teorias do economista italiano Vilfredo Pareto.

Trata-se de dividir os itens do seu estoque em 3 grupos de acordo com a sua importância e classifica-los em três grupos: A, B ou C.

  • No grupo A estarão os itens mais importantes.
  • No grupo B os itens de nível intermediário.
  • No grupo C estarão os itens com relevância baixa.

De fato, a Curva ABC é um método de classificação de informações que tem por finalidade separar os itens de maior importância e consequentemente de maior relevância para seu negócio.

O objetivo deste método é proporcionar ao gestor uma forma de priorizar a gestão a partir dos itens mais valiosos, ou seja, os mais representativos dentro do estoque.

Esses dados são de fundamental importância para você manter um estoque controlado e assim realizar uma gestão adequada e assertiva.

E o que representam as letras A, B e C?

  • Classe A: Principais itens em estoque e de alta prioridade. Pela regra de Pareto 20% dos itens correspondem a cerca de 80% do valor do seu estoque.
  • Classe B: Itens que ainda são considerados economicamente preciosos. Assim 30% dos itens correspondem a cerca de 15% do valor do seu estoque.
  • Classe C: Os restantes 50% dos itens do estoque correspondem a apenas cerca de 5% do valor dp estoque.

Voce poderá fazer este exercício facilmente através do uso de uma planilha Excel.

Como analisar os resultados

Além de permitir que você melhore a composição de produtos do seu estoque, a análise da curva ABC evita erros comuns, como um estoque com poucas unidades dos produtos mais vendidos e ao contrário, abarrotado com os itens que vendem pouco.

Os produtos do grupo A são os mais procurados, por isso nunca podem faltar. O ideal é monitorar constantemente como está a saída deles e planejar a reposição com bastante antecedência, reservando a verba necessária para isso.

Além de trazerem receita, em geral eles são chamarizes que trazem clientes até sua loja. Por isso precisam de atenção redobrada, pois se o produto que você mais vende faltar, isso certamente vai atrapalhar as suas vendas no mês.

E o que fazer com os produtos do grupo B e C?

Se eles são menos importantes, devemos tirá-los do nosso estoque de produtos?

Não necessariamente!

Os produtos do grupo B e C aumentam a estabilidade do negócio e engordam o tíquete médio do cliente.

É muito comum que empreendedores descubram, através da análise da curva ABC, que precisam mudar bastante o seu estoque de produtos. Desta forma conseguem aproveitar melhor o potencial do seus clientes.

Fazendo a curva ABC, você pode perceber, por exemplo, que aquele produto que parecia ser ótimo pode de fato ser um grande vilão para seu negócio. Pense nisso!

Bons Negócios!

Controle de Estoque

O controle de estoque abrange as atividades de planejamento, organização e controle do fluxo de materiais na organização que em outras palavras significa a movimentação e o armazenamento de matérias-primas, produtos (acabados ou inacabados), ferramentas e equipamentos.

Por que é importante fazer o controle de estoque?

Fazer controle de estoque não é uma opção das empresas, mas uma obrigação. Além de otimizar espaço físico, este gerenciamento possui uma série de vantagens, tais como:

  • Gestão de produção eficiente, orientada ao que gira mais no estoque;
  • Gestão de compras eficiente;
  • Melhoria na comunicação entre as áreas – compras, vendas, estoque, logística, financeiro;
  • Redução de perdas;
  • Aumento da produtividade de forma geral.

Existem dois aspectos importantes no controle de estoque:

O físico e o contábil.

O físico se trata de como a sua operação estará organizada na prática. Arrumação dos estoques e centros de distribuição, trânsito de mercadorias e equipamentos, expedição e burocracia.

A parte contábil se trata de como o estoque será contabilizado no balanço patrimonial.

O aspecto contábil parece besteira, mas veja um exemplo rápido de como a situação pode se complicar.

Digamos que você tem uma loja de peças, ou seja, um negócio de revenda.

Você faz as seguintes operações:

  • Operação 1: Compra de 10 peças a R$10,00 – total de R$100,00 em estoque
  • Operação 2: Venda de 5 peças – total de R$50,00 em estoque
  • Operação 3: Compra de 10 peças a R$20,00 – total de R$250,00 em estoque
  • Operação 4: Venda de 10 peças – e agora, contabilmente devo considerar que eu vendi as 5 peças de R$10,00 e 5 de R$20,00 ou vendi as 10 de R$20,00 logo?

Para fazer esse gerenciamento de forma correta, você vai precisar da ajuda de uma “Planilha de Controle de Estoque”. Mas a resposta para essa pergunta vai depender também da metodologia de controle de estoque escolhida por você.

Metodologias de Controle de Estoque

O método de avaliação escolhido afetará o total do lucro a ser calculado para um determinado período contábil. Considerando que vários fatores podem fazer variar o preço de aquisição dos materiais entre duas ou mais compras (inflação, custo do transporte, etc.), surge o problema de selecionar o método que se deve adotar para avaliar os estoques.

PEPS

Primeiro a Entrar, Primeiro a Sair (first in, first out). No método PEPS, usa-se o custo do lote mais antigo quando da venda da mercadoria até que se esgotem as quantidades desse estoque, daí parte-se para o segundo lote mais antigo e assim sucessivamente.

No nosso exemplo da loja de peças, ao fazer a operação 4, de venda de 10 unidades de peças, seriam consideradas as 5 unidades de R$10,00 (há mais tempo no estoque) e 5 unidades de R$20,00. Saída total de R$150,00 e o saldo do estoque ficaria em R$100,00.

UEPS

Último a Entrar, Primeiro a Sair (last in, last out). O custo do estoque é determinado como se as unidades mais recentes adicionadas ao estoque (últimas a entrar) fossem as primeiras unidades vendidas (primeiras a sair). No método UEPS, o custo dos itens vendidos/saídos tende a refletir o custo dos itens mais recentemente comprados (comprados ou produzidos, e assim, os preços mais recentes).

No nosso exemplo da loja de peças, ao fazer a operação 4, de venda de 10 unidades de peças, seriam consideradas as 10 unidades de R$20,00 (últimas a entrar). Saída total de R$200,00 e o saldo do estoque ficaria em R$50,00.

Custo Médio

Este método, também chamado de método da média ponderada ou média móvel, baseia-se na aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. O método de avaliação do estoque ao custo médio é aceito pelo Fisco e usado amplamente.

No nosso exemplo da loja de peças, ao fazer a operação 4, de venda de 10 unidades de peças, seria calculado o valor médio de cada unidade em estoque: (5 x 10,00 + 10 x 20,00) / 15 = R$16,70. Saída total de R$166,70 e o saldo do estoque ficaria em R$83,30.

No Brasil a legislação do imposto de renda permite apenas o PEPS e o Custo Médio para fins de contabilidade de custos.

Bons negócios!

Principais Indicadores

Todo Empreendedor, Empresário ou Gestor de pequenas e médias empresas deveriam de tempos em tempos avaliar os resultados financeiros do seus negócios para confirmar ou mesmo corrigir algum desvio que por ventura possa ocorrer.

Esta avaliação deve ser feita atraves da análise consistente dos principais indicadores de desempenho obtidos a partir dos demonstrativos de resultados financeiros fornecidos pelo contador da sua empresa.

Abaixo listamos os principais indicadores que você não deveria perde-los de vista:

Receita Bruta de Venda ou Faturamento Bruto

O Faturamento Bruto é calculado a partir de todos os benefícios que a empresa conseguiu com sua atividade econômica em um determinado período. Esses benefícios são os rendimentos ou ganhos da organização através de suas vendas ou serviços prestados.

Esses rendimentos são considerados a partir dos preços cobrados pela empresa por vender seus produtos ou prestar seus serviços, mesmo que não os tenha recebido em caixa, mas ao tê-los efetuado e passado aos clientes a sua fatura.

Importante!

Se na sua analise for percebido que este indicardor está abaixo do previsto no seu planejamento ou se está diminuindo periodicamente é um sinal de alerta relevante a ser verificado, pois poderá causar impactos significativos no seu resultado final.

Lucratividade

A lucratividade é uma medida para indicar quanto um negócio efetivamente ganhou em relação a tudo o que recebeu.

Na prática, quando uma empresa vende um produto ou um serviço, o preço cobrado não é totalmente destinado ao negócio, uma vez que há custos com mão de obra, estrutura, fabricação ou compra. Neste caso, parte do dinheiro recebido é usada justamente para pagar pelo processo que levou até a venda para o cliente.

Para a lucratividade, a fórmula é dada por: (lucro líquido / receita bruta) x 100, sendo que a receita bruta consiste na soma de todos os recebimentos do negócio antes de qualquer desconto. Já o lucro líquido corresponde a quanto efetivamente sobra para a empresa depois de descontados os valores devidos.

Rentabilidade

A rentabilidade está ligada a um investimento inicial e em quanto de retorno ele é capaz de proporcionar para o negócio. Se o investimento tem uma rentabilidade baixa, é dispensável na realidade da empresa. Se a rentabilidade é elevada, então é um investimento capaz de efetivamente trazer dinheiro para o negócio. Em último caso, se ela for negativa, o investimento é prejudicial para o empreendimento.

A rentabilidade também é calculada levando em conta o lucro líquido, mas fazendo a devida relação com um investimento determinado para se chegar a tal resultado.

Assim, a fórmula fica da seguinte maneira: (lucro líquido / investimento) x 100.

Atenção!

Lucratividade e Rentabilidade usam o lucro líquido em suas relações, mas são totalmente diferentes entre si. Enquanto a lucratividade estabelece uma relação com a receita bruta, a rentabilidade se relaciona com o investimento para atingir determinado lucro. Por isso, conhecer a diferença entre tais conceitos é primordial para uma boa avaliação dos negócios.

CMV (Custo da Mercadoria Vendida), CPV (Custo do Produto vendido) e CSV (Custo do Serviço Vendido)

Estes indicadores são similares porém com pequenas diferenças em função apenas do segmento de cada setor.

  • CMV – Indicador usado pelo comércio
  • CPV – Indicador usado pela indústria
  • CSV – Indicador usado pelo setor de serviços

Calculam o custo das mercadorias e produtos vendidos com base não apenas no que foi pago por elas, mas incluindo também os estoques.

Para fazer o cálculo do CMV e o CPV, é preciso determinar um período, que geralmente é de um mês.

O cálculo mais básico do CMV e do CPV corresponde à soma do estoque inicial (EI) com as compras do período (C), da qual se subtrai o estoque final (EF), conforme mostra a fórmula:

CMV = EI + C – EF

Custos Fixos (CF)

São aqueles que são menos suscetíveis a apresentar variações de acordo com o volume de produção ou de vendas. Esses itens possuem valores que se mantêm estáveis todos os meses, independentemente do fato de a empresa produzir ou vender mais ou menos.

Exemplos: Aluguel, Salários, Telefonia, Internet, Energia, Limpeza, Manutenção e Segurança

Custos Variáveis (CV)

Correspondem aos gastos que aumentam ou diminuem de forma proporcional ao nível de atividade, ou seja, quanto maior for a quantidade vendida maior será os custos variáveis.

Exemplos: Impostos sobre vendas, comissões, fretes, materia prima, etc.

Margem de Contribuição (MC)

É um indicador que mostra o quanto sobra da receita com as vendas de produtos ou serviços para pagar os custos fixos do negócio e gerar lucro. Também chamada de ganho bruto ou de lucro bruto, a margem de contribuição é calculada subtraindo-se da receita a soma entre as despesas e os custos variáveis.

MC = RBVCMV ou CPV ou CSVCV

Normalmente se usa a margem de contribuição em valor percentual da receita bruta.

O conceito de margem de contribuição se refere a todo o leque de produtos ou serviços oferecidos pela empresa. Se esse cálculo considerar o peso que cada produto possui na receita total, obtém-se a margem de contribuição ponderada.

Também é possível calcular a margem de contribuição unitária, ou seja, para cada produto separadamente. Esse cálculo mostra o quanto cada produto contribui para os resultados finais, garantindo que nenhum deles esteja dando prejuízo.

Lucro Operacional (LOP)

Trata-se do lucro gerado única e exclusivamente pela operação do negócio, descontadas as despesas administrativas, comerciais e operacionais. Assim, exclui-se qualquer movimentação financeira.

É um dos indicadores que compõe a Demonstração do Resultado do Exercício. O DRE é um relatório contábil que oferece uma síntese financeira dos resultados de uma empresa durante um certo período (geralmente um ano), mas nada impede de ser apurado em períodos menores.

É uma das mais poderosas ferramentas de análise para os gestores de uma empresa e um dos primeiros relatórios para os quais os potenciais investidores olham.

Para se calcular o lucro operacional basta reduzir os custos fixos da margem de contribuição.

LOP = MCCF

Ponto de Equillibrio

Também conhecido como “Break Even Point”  é o ponto em que a receita da empresa se iguala às despesas. Portanto, é a partir dele que a organização efetivamente deixa de perder dinheiro e pode começar a ter lucro.

Com o cálculo do ponto de equilíbrio é possível saber o número de vendas ou o valor em negócios necessário para manter tudo funcionando, sem ter prejuízo.

Porém, ao contrário do que muitos gestores pensam, existem diferentes maneiras de chegar a esse valor. Estamos falando do ponto de equilíbrio operacional, econômico e financeiro.

Ponto de Equilíbrio Operacional (PEO)

É a forma mais simples e também a mais utilizada. Pode ser conhecido também como ponto de equilíbrio contábil (PEC).

Nessa modalidade, o valor dos custos e das despesas fixas é dividido pela margem de contribuição, tendo como resultado o valor necessário para igualar os gastos.

PEO = $CF / %MC

Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE)

Este é um pouco mais complexo, pois inclui no cálculo o custo de oportunidade, uma correção monetária que é considerada como despesa fixa.

Isso porque, do ponto de vista econômico, isto é, para um investidor, não basta saber quanto ele está tendo de receita com a empresa. É preciso descobrir, também, se ele teria mais lucros ao investir o dinheiro em outros ativos, como aplicações financeiras, imóveis ou até mesmo em outras empresas.

Para o ponto de equilíbrio econômico é preciso pensar como se o empreendedor estivesse aplicando dinheiro em um investimento com uma taxa anual. Essa taxa varia de acordo com o cenário econômico.

Portanto, o ponto de equilíbrio econômico só é alcançado quando a empresa paga todas as despesas e consegue ter uma remuneração equivalente àquela que o investidor teria se tivesse aplicado o capital no mercado.

PEE = $CF / (%MC – %TMA)

Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF)

Neste cáculo devemos considerar todas as despesas financeiras que afetam o caixa da empresa independente se faz parte ou não do processo operacional.

Na prática o PEF é que deverá garantir que a empresa terá um lucro líquido compatível com as expectativas dos seus proprietarios e acionistas.

PEF = ($CF + $DF) / (%MC – %TMA)

Ticket Médio

Indicador que diz respeito ao valor médio de cada venda. Isso ajuda a entender a dinâmica de sua empresa, sobretudo se a atividade é varejista.

Com ele é possível avaliar o quanto seus clientes estão comprando de você, além de verificar quais produtos geram um maior retorno.

Para calculá-lo, basta pegar o faturamento bruto da empresa em um certo período de tempo e dividi-lo pelo volume de vendas desse tempo. Ou então, ele pode ser calculado a partir da soma total de vendas dividido pelo número de clientes que fizeram compras nesse período.

Ticket Médio = faturamento bruto / volume de vendas

Ou

Ticket Médio = total de vendas em R$ / número de clientes


Conclusão

No mercado há inúmeros indicadores que podem ajudar os empresarios e gestores a mensurar seus negócios.

Todavia, é importante identificar aqueles que mais se adequam a seu negócio e criar o hábito de monitora-los regularmente.

Importante!

“O que não pode ser medido não pode ser controlado!”

Bons negócios!

Diagnóstico Financeiro

Assim como cuidamos da nossa saúde pessoal consultando regularmente nosso médico de confiança, com a saúde financeira das nossas empresas ou negócios também deveríamos agir da mesma forma, ou seja, deveríamos ser preventivos sempre. E por que não somos?

Infelizmente esta prática, principalmente nas pequenas e médias empresas nem sempre é realizada a contento em função das muitas atividades demandantes, onde o empresário ou gestor, normalmente é o responsável principal pela maioria das ações do seu próprio negócio, e consequentemente acaba priorizando as atividades com as quais tem mais conhecimento e habilidade, geralmente as atividades fins do seu negócio ou mesmo aquelas mais urgentes.

Embora seja uma necessidade básica a tal gestão financeira preventiva, normalmente os pequenos empresários acabam por agir de forma reativa, ou seja, somente após perceberem os efeitos negativos nos seus resultados financeiros é que a ficha cai e então passam a se preocupar e pensam em buscar ajuda neste segmento.

Pois bem, tais sintomas podem ser percebidos rapidamente se observados alguns indicadores de resultado tais como: falta de capital de giro, queda repentina nas vendas reduzindo sua lucratividade, perda da competitividade com a chegada de um novo concorrente, ou mesmo pela mudança do cenário econômico do país em um determinado momento.

Assim, antes de tomar qualquer ação reativa seria prudente ao empreendedor realizar um diagnóstico financeiro preventivo consistente através da análise dos demonstrativos financeiros da sua empresa.

Mas como fazer isto?

Simples!

Procure o seu contador e solicite os demonstrativos financeiros dos últimos períodos, ou seja, dos últimos 12, 24 ou 36 meses anteriores. São eles os balanços, balancetes, DRE (Demonstrativos de Resultados do Exercício) e DFC (Demonstrativos de Fluxo de Caixa).

Com estes dados em mãos procure um financista de sua confiança e solicite um diagnóstico da saúde financeira da sua empresa.

Este diagnostico poderá indicar rapidamente quais os sintomas e também quais as ações imediatas que poderão ser tomadas de forma assertiva para corrigir os desvios ou mesmo melhorar seus resultados.

Mas atenção!

Assim como na medicina existe bons e maus médicos, na área das finanças também acontece o mesmo. Portanto, procure por profissionais experientes, com ampla bagagem, com boas referências, e de preferência de sua confiança, pois um mal diagnóstico poderá acelerar o processo de destruição de valor e como consequência levar seu negócio a morte!


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Bons negócios!

Planejamento Estratégico

Definição:

Processo desenvolvido para o alcance de uma situação futura desejada, de um modo mais eficiente, eficaz e efetivo, com a melhor concentração de esforços e recursos (pessoas, tecnologia, financeiros, etc) pela empresa.

Para alcançar grandes objetivos, devem-se estabelecer pequenas metas. Todo o planejamento deve ter por base os recursos disponíveis, tanto de pessoal, quanto de material, para que, a partir daí, possam ser definidas as linhas de ação para a consecução dos objetivos propostos.

Importancia:

  • Identificação da situação atual da organização e suas inter-relações com o ambiente;
  • Definição e alinhamento dos objetivos;
  • Realização da estratégia da organização;
  • Mostrar onde se quer chegar.

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O que é Estratégia:

Tem origem no termo grego strategia, que significa “a arte de liderar ou comandar uma tropa”.

  • É a ciência do movimento (em operações militares).
  • É o caminho mais adequado a ser executado para alcançar um objetivo.
  • É uma combinação engenhosa para conseguir um fim.

Os 5Ps da estratégia:

  1. Plano: um caminho para ir daqui até ali;
  2. Padrão / Método (Pattern): consistência em comportamento ao longo do tempo;
  3. Posicionamento: de produtos/serviços  em determinados mercados;
  4. Perspectiva: maneira de uma organização fazer as coisas;
  5. Estratagema (Ploy): manobra específica para “vencer” um oponente ou concorrente.

“Uma boa estratégia será sempre aquela que deu certo!”

As melhores práticas recomendam:

Plano:

  • Reconhecer o desafio (visão)
  • Estabelecer uma abordagem (foco)
  • Definir ações coerentes = Metas (responsáveis, prazos, indicadores, riscos)

Execução:

  • Realizar as ações de forma coordenada
  • Monitorar e controlar
  • Alterar se necessário

Plano Estratégico:

  • Visão (desafio)
  • Objetivos Estratégicos (foco)
  • Estratégias (foco)
  • Metas (ações coerentes)
  • Monitorado e Controlado

Visão:

“Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.” Seneca

  • É a descrição do futuro desejado para você ou para sua empresa, suas aspirações, sua percepção de sucesso.
  • Garante o foco;
  • Transforma suas ações de reativas a proativas;
  • Aproxima as pessoas.

Contexto:

Aspectos Internos: Aquilo que conseguimos controlar

  • Planejamento
  • Finanças
  • Vendas
  • Marketing
  • Equipe
  • Processos
  • Distribuição
  • Instalações
  • Suporte ao Cliente
  • Inovação

Aspectos Externos: Não conseguimos controlar

  • Política
  • Economia
  • Asp. Sociais
  • Asp. Ambientais
  • Tecnologia
  • Legislação
  • Competidores
  • Fornecedores

Lembrando que o mundo é cada vez mais VUCA! (Volátil, (U)Incerto, Complexo, Ambíguo)

Objetivos Estratégicos:

  • São desdobramentos da Visão!
  • Devem ser formados por até 10 palavras;
  • Devem ser abrangentes mas sem querer abraçar o mundo;
  • Devem mostrar O QUE e não O COMO.

exemplo:

Finanças:

  • Faturamento
  • Lucratividade
  • Crescimento Sustentável

Mercado:

  • Expansão
  • Diversificação
  • Diferenciação
  • Posicionamento

Clientes:

  • Encantamento
  • Reconhecimento
  • Fidelização
  • Alcance

Inovação:

  • Cultura
  • Faturamento
  • Sistematização

Metodologias:

  • BSC – Balance Score Card (Kaplan e Norton)

Vetores: Finanças, Clientes, Processos Internos, Aprendizagem e Crescimento

  • 3 Horizontes McKinsey

Vetores: Horizonte 1 (curto prazo), Horizonte 2 (médio prazo), Horizonte 3 (longo prazo)

  • OKR – Objectives and Key Resources (google)

Vetores: 3 a 5 objetivos de alto nível, definidos e medidos trimestralmente

Estratégias:

  • São os caminhos mais adequados a serem executado para alcançar um objetivo;
  • É uma combinação engenhosa para conseguir um fim;
  • É a maneira de definir O COMO.

Metas:

Devem ser SMART

  • Específica
  • Mensurável
  • Alcançável
  • Relevante
  • Temporal

Resumo:


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Controladoria

Definição:

  • Conjunto de princípios, procedimentos e métodos oriundos das ciências da Administração, Economia, Psicologia, Estatística e, principalmente, da Contabilidade, que se ocupa da gestão econômica das empresas, com a finalidade de orientá-las para a eficácia.

Missão:

  • Orientar para otimizar os resultados econômicos da empresa visando garantir sua continuidade, por meio da integração dos esforços das diversas áreas.
  • Dar suporte à gestão dos negócios da empresa, de modo a assegurar que esta atinja seus objetivos.

Objetivo:

  • Informar, influenciar e organizar a fim de instruir a administração na consecução de seus objetivos;
  • Promover a eficácia organizacional;
  • Viabilizar a gestão econômica;
  • Promover integração das áreas de responsabilidade.

Preocupa-se fundamentalmente com a gestão do negócio, compreendendo:

  • Subsidiar o Processo de Gestão
  • Apoiar a Avaliação de Desempenho
  • Apoiar a Avaliação do Resultado
  • Gerir os Sistemas de Informações
  • Atender aos Agentes do Mercado

Papel do Controller:

  • Zelar pelo processo, controle e sistema de informações gerenciais, econômicas e financeiras da organização, visando à agregação de valor à empresa e ao cliente.
  • Conselheiro e crítico (no sentido construtivo) do processo, e as suas investigações geralmente destacam os pontos fracos, o que sempre deve ser visto como oportunidade de melhorias.

Responsabilidades do Controller:

  • Permitir à administração conhecer os fatos ocorridos e os resultados obtidos com as atividades;
  • Comparar, permanentemente, o desempenho esperado com o real;
  • Classificar as variações de desempenho e de estimativa;
  • Identificar as causas e os responsáveis pelas variações;
  • Apresentar recomendações para a adoção de medidas corretivas;
  • Orientar e fornecer informações confiáveis para os gestores;

Princípios do Controller:

  • Iniciativa
  • Visão Econômica
  • Imparcialidade
  • Síntese
  • Visão para o Futuro
  • Oportunidade
  • Persuasão
  • Liderança
  • Ética

Metáfora:  (Heckert e Wilson)

  • “À Controladoria não compete o comando do navio, pois esta tarefa é do primeiro executivo; representa, entretanto, o navegador que cuida dos mapas de navegação. É sua finalidade manter informado o comandante quanto à distância percorrida, ao local em que se encontra, e à velocidade da embarcação, à resistência encontrada, aos desvios da rota, aos recifes perigosos e aos caminhos traçados nos mapas, para que o navio chegue ao destino”.